Histórias sobre a Cerveja...

O nome da loira
No Brasil, a palavra chope vem da expressão "ein Schoppenbier", que era como os alemães pediam um quartilho (copo de 0,6655 litro) tirado do barril. A cerveja segue o mesmo processo de produção, mas a versão em garrafas e latas é pasteurizada para durar mais.
Ressaca faraônica
Beber até cair era mais que um prazer pessoal para os antigos egípcios. Todos os anos, era realizado o festival para a deusa Tefnuf, regado a muita comida, música e cerveja. Pinturas de um túmulo de 4 mil anos encontrado em Beni-Hasan mostram dois homens completamente bêbados sendo carregados de um banquete e mulheres vomitando depois de uma ressaca brava. Entre os egípcios, sair de uma festa caminhando com as próprias pernas era visto como maus modos, sinal de que o convidado não se divertira o suficiente.
Barriga de chope não!
Os celtas foram os grandes fabricantes e consumidores de cerveja da Europa no primeiro milênio antes de Cristo. Mas o consumo de cerveja tinha limite. Avessos à obesidade, tentavam não ficar barrigudos demais. Por isso, criaram uma multa para quem excedesse o tamanho padrão de um cinto.
Se beber, não dirija
O uso de veículos com tração animal e o consumo de álcool caminharam lado a lado a partir da metade do quarto milênio antes de Cristo. Para o arqueólogo inglês Andrew Sherrat, assim começou a história de uma das piores dobradinhas da elite ocidental: carros e bebidas. Nessa época, o arado – usado no cultivo de cereais e, logo, na produção de cerveja – e as carroças puxadas por cavalos chegaram à Europa. E, não muito diferente de hoje, apenas alguns privilegiados tinham acesso às duas tecnologias.
Porre sagrado
No século 7 da era cristã, a farra alcoólica transcendeu às tavernas e tornou-se um constrangimento na Igreja inglesa. Bispos e monges ganharam a má reputação de bêbados ou glutões. Os porres eram tão comuns que alguns chegavam a vomitar a hóstia durante a Eucaristia. As autoridades religiosas criaram então leis de conduta, punindo os clérigos que passassem da conta. Um monge levava 60 dias de penitência. Já um bispo podia ser punido com 80 dias de suspensão e até mesmo com a expulsão.
Barrica cheia
No século 16, a Inglaterra criou uma das punições mais inusitadas para acabar com os bebuns. O bêbado era colocado em um barril com buracos para cabeça, braços e pernas e exposto em praça pública. Em geral, o sujeito estava tão embriagado que dependia da boa vontade alheia para se soltar.
Toque feminino
A fabricação da cerveja é uma atividade ligada historicamente às mulheres. No antigo Egito, elas produziam a bebida e vendiam nas próprias tavernas para trabalhadores e estudantes. Entre os sumérios, a cervejaria era a única profissão zelada por uma divindade feminina, a deusa Ninkasi. Mas o hábito mais curioso vem do Japão. O arroz usado no saquê – considerado a cerveja japonesa – só podia ser mastigado por mulheres virgens. A técnica durou até o início do século 20, em Okinawa.
Cervejaria em alto-mar
Em 1944, os britânicos decidiram construir um navio-cervejaria, capaz de fabricar 250 barris por semana e saciar a sede dos soldados que combatiam na Segunda Guerra Mundial. Os navios Menestheus e Agamemnon foram enviados ao Canadá para as adaptações. Para azar dos militares, o primeiro deles só ficou pronto após o fim da guerra.
Cervejas em guerra
A cervejaria de Zittau, na Alemanha, tinha uma caldeira capaz de produzir 7 hectolitros de cerveja – uma quantidade impressionante para a época – e exportava para cidades vizinhas. Os habitantes de Görlitz ficaram furiosos com a importação da cerveja rival. Em 1491, a turma de Görlitz atacou e destruiu uma carroça com cerveja de Zittau. Para acalmar os ânimos, o governo local instituiu um imposto para a bebida concorrente.
Vai pagar quanto?
Para desestimular o consumo de álcool, a Noruega tem algumas das bebidas mais caras da Europa. Neste ano, uma guerra no comércio derrubou o preço de uma garrafa. O governo agiu rápido e avisou que vender bebidas abaixo do custo é ilegal. A farra durou poucos dias, mas foi o suficiente para os noruegueses encherem as adegas.
Existe muita controvérsia sobre a data de criação das primeiras cervejarias medievais, sobretudo se levarmos em conta aquelas instaladas em mosteiros. Os registros não são confiáveis e o ano de fundação dos mosteiros se confunde com o início da produção da bebida. A única coisa certa é que as pioneiras estão na Alemanha. Entre um gole e outro, os sócios da confraria alemã Biersekte cravaram a seguinte lista das cervejarias mais antigas ainda em atividade.
1. Bayerische Staatsbrauerei Weihenstephan (1040)
2. Klosterbrauerei Weltenburger (1050)
3. Herzoglich Bayerisches Brauhaus Tegernsee (1050)
4. Klosterbrauerei Scheyern (1119)
5. Schlossbrauerei Herrngiersdorf (1131)





Muita cultura, está me dando sede!
Falta pouco galera...